eh, acho que eu também carregava aquele sorriso ingenu (dela)

ela não sabe de nada, ninguém conta. todo o mundo sabe (há se sabe), pelos menos pela metade sabem. mas não ninguém conta o todo para ela, mesmo que fosse só pela metade, seria o bastante. e desgastante (só eu sei quanto). eu não conto, ele não conta, ninguém conta. todo o mundo sabe. no presente todo o mundo sabe! mas e antes? cadê o passado? o nosso passado? parece que é verdade, a gente quando a teima que gosta a gente fica cega. porque eu acho que sempre foi teimosice minha, dizer que confiava totalmente (parcialmente) só porque ele me causava borboletas, chapava um sorriso bobo, e me abraçava forte. eu falava para as minhas amigas ‘não-nesse-eu-confio-mesmo!-tá-não-confio-a-mão-toda,-mas-eu-ponho-o-meu-dedo-no-fogo-por-ele’ que BOBEIRA a minha – mal eu sei que o dedo a esta mais que queimado do que peru assado na noite de natal. mas mesmo assim, fico achando que era só teimosice, porque eu sempre soube que ele dava bola para outras, abusava na confiança com outras e eu deixava. deixava, porque achava que confiar aquele meu dedinho por ele. Bobagem de novo! eu devi ter posto rédea curta, não acreditar que ele não se iria interessar por outras só eu porque levava tudo numa boa, e pensava que podia falar de tudo e que nada desvia atenção dele. ESTÚPIDA, IGNORANTE E INGÉNUA! ingénua como ela, porque a gente é amigo e mais qualquer coisa, mas ela não sabe. ele não conta, e eu não conto. eu já conhecia ele bem, mas agora acho que é demais. estou a enxergar as coisas de outra forma, eu já perdi a teimosia e a muito tempo que não tenho borboletas no estômago. então fica mais fácil ver o que eu antes não queria ver. é porque como a tati bernadi diz ‘Quando a gente descobre algumas verdades, parece que todo o resto foi mentira.’ e ao juntar alguma peças pequeninas, vê-se que algumas têm defeitos a mais. hoje ao remexer no que estava na caixa, vi que há muita coisa incerta, revirei mil e uma situações na minha cabeça, vi pela primeira vez a situação com a cabeça sincronizada com o coração, o que se podia estar a passar quando ele demorava a digitar uma palavra no msn? agitação ou o silêncio quando falava por chamada, ou mandava mensagem. e cada vez mais eu fico com achando que ser ingénua não tem piada, e o sorriso dela não tem piada. porque mais cedo ou mais tarde o sorriso dela, deixara de ser um sorriso bobo de garota apaixonada e vai virá o falso, o que carrega todos os dias as lágrimas escondidas, as borboletas vão desaparecer e ela vai ficar com um nó, e abraço vai saber a sufoco.

eh eu já enxerguei, um pouco tarde. tantas as falhas. connosco já não tem conserto, não tem arranjo, não há volta a dar, a gente só tem momentos, não tem (consegue) uma rotina.

mas todos temos uma nova oportunidade: eu de deixar de ser a fingida, ele de deixar de ser cafajete e corrigir os defeitos com ela, e ela de nunca saber o que é um abraço de quem a gente ama virar um sufoco.

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