Já passou um ano,

esta madrugada, já passou um ano que não me dás um abraço, já passou um ano, que não oiço a tua voz, a tua gargalhada, nem apenas uma boa risada. assim se passou um ano, cheio de nada, nada de bom, nada de amor, nada de nada. se na passagem de ano de 2010 para 2011, pedi muito para que esse ano fosse melhor, acho que não fui ouvida,talvez por serem milhares a pedir o mesmo e na mesma altura, secalhar lá no tal sitio que todos falam que é um sitio bem melhor, para sermos ouvidos temos que tirar senha e esperar a nossa vez, ou então não sei, talvez seja a minha pouca fé, que já é muito longuiqua do meu coração. Já passou um ano, em que nada se passa, ou melhor se passa mas nada de bom. Quando ainda me davas abraços, eu sabia que acontecesse o que acontecesse eras a primeira pessoa a lá tar. Hoje aconteça o que acontecer tenho a mim e apenas a mim, mas quando digo ‘apenas a mim’ inclui a grande mulher que cá me deixas-te, (in)felizmente a minha vida e dela fora mais fácil quando éramos da idade dos mais pequenos, pelo simples facto que nessa altura, queríamos nós lá saber de problemas. Problemas? que palavra feia, o que isso? nesta altura só se sabe resolver os problemas de ‘2+1’, e já estava de bom tamanho. E agora? já passou um ano. 365 dias, cheio de problemas. e foi nesta madrugada que se fez um ano, mas apesar do nada de bom, desses 300 e tal dias repletos de conflitos, nas dose badaladas, sob o fogo de artificio, os vómitos de alcool prematuros, de alivio de ser mais um ano, as emoções de alegria a flor da pele, das centenas de pessoas presentes, sobre a protecção do braço que estava a cobrir os ombros, eu fechei os olhos, e PAROU!o tempo parou, o que antes era ensurdecedor, agora passou a um eco longiquo, fez-se um silencio quase absoluto, eu fui inundada por um sensação de leveza, e paz, não ouvi a tua voz clara, porque as tuas cordas vocais já mudaram, tal como a pele da cobra, a tua voz rejuvenesceu, a tua voz tornou-se o silencio mudo que fala, diz e sente, e eu ouvi-o. parei e ouvi, ouvi-te. Mas rapidamente, o baralho ensurcedor, o barulho do fogo de artificio, os vómitos de alcool prematuros, o alivio de ser mais um ano, as emoções de alegria a flor da pele, das centenas de pessoas presentes, o calor da protecção do braço que estava a cobrir os ombros, estavam cada vez mais perto, eu respirei fundo, abri de novo os olhos, e a sensação evaporou-se tal como o silencio mudo, deixando apenas um rasto de esperança, abri os olhos e apercebi-me que te amava, que te amo, e neste vai e vém, já se passou um ano.

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